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Descer!

Gosto muito de rezar com os verbos que o evangelho propõe. Os verbos indicam sempre movimento, a centralidade da ação, a dinâmica em que tudo se realiza. «Jesus desceu a cidade de Cafarnaum», é o começo do evangelho de hoje (Lc 4,31-37). De fato, em Nazaré, no evangelho de ontem, Jesus revelou ao mundo o seu ‘hoje’, a sua encarnação, o início da missão. No entanto, o povo de Nazaré não conseguia acolher esta novidade. Jesus, então, partiu dali.

‘Descer’ é o verbo da encarnação! Deus ‘desce’ na nossa humanidade como desceu em Cafarnaum, assume em tudo a nossa condição e enfrenta todas as contradições, como o confronto com as forças do mal. A libertação do homem possuído por um espírito impuro é sinal do poder de Jesus que, com a força de dois verbos, «cala-te e sai», não entra em diálogo com o demônio, mas determina a sua derrota. Liberdade, bem verdade, que continua exigente, continua difícil, porque as forças do mal insistem em querer desumanizar o mundo através do seu total domínio. É Jesus, aquele que ‘desce’, quem devolve a possibilidade de ser livre.

‘Descer’ é o verbo de Jesus e ‘descer’ precisa tornar-se o nosso grande projeto de vida. Descer é viver tudo, assumir tudo, amar tudo para libertar tudo. A subida depende da descida. O céu é a integralidade das estradas percorridas na terra, também os caminhos interiores que ajudam a conquistar o terreno da liberdade.

Pe. Maicon A. Malacarne

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