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O amor aos perdidos!

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Jesus sugeriu a experiência mais paradoxal de Deus: há uma potência que só os perdidos conhecem, de serem encontrados no amor! De fato, de nada adianta uma máscara de perfeição quando centrada no egoísmo, na vanglória, na autossuficiência, na virtude sobre si mesmo. A moeda perdida, a ovelha perdida e o filho que se perdeu contam as histórias mais bonitas de, ao encontrarem com o absurdo do nada, abrirem espaço para serem encontrados!

Quem encontra é o amor, só o amor é capaz de «deixar tudo», de «correr ao encontro», de «fazer festa»! Só o amor consegue ser feliz com quem se perdeu! Os que se autodenominam «virtuosos» se preocupam mais em fazer alguma análise moral, verificar os códigos de conduta, considerar a rigidez, avaliar as normas… Para esses, é reservada a distância da alegria da festa dos que se deixaram encontrar! É que a virtude sem a fecundidade do amor é fechada, não se expande e termina em si mesma.

Nenhuma situação, nenhuma experiência, por mais «perdida» que possa ser, é bloqueada de encontrar o amor! Deus é a fonte que corre ao encontro porque é amor sempre aberto. Não significa dizer que não ama as 99 ovelhas, as 9 moedas, o filho mais novo… ama, ama, mas ama de tal maneira que se expande, que descentraliza, que fecunda o amor para gerar mais amor. Amor bloqueado, fechado, é amor que termina, não é o amor de Deus!

Ao mesmo tempo que esse evangelho é um ícone do amor-misericórdia, é uma grande chamada de atenção a todos, especialmente as pessoas religiosas, que se consideram mais puras e sagradas, para meditar sobre a qualidade da vida, sobre o amor, sobre os julgamentos, sobre as vaidades, sobre a distância quilométrica que podemos estar do amor testemunhado pelo evangelho! Talvez, mais do que nunca, na pretensão de sermos os melhores, somos os perdidos que Deus procura encontrar para furar a bolha e gerar um amor por fora da autorreferencialidade.

Pe. Maicon A. Malacarne

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